Nasceu em Bruxelas em 1953.
Estudou em vários países da Europa, sobretudo em Itália, Bélgica e Suiça, tendo-se dedicado à Pintura por vocação. Itália, país de elevados padrões estéticos, teve uma influência decisiva no despertar desta vocação. Radicou-se em Portugal, onde reside desde 1979.
Realizou inúmeras exposições individuais.
Prémios: “Obra de Mérito” – 1ª Feira Internacional de Arte, Port’Arte 91, Portimão, em 1991; Menção Honrosa na 1ª Bienal Cardoso Lopes, Amadora, em 1996; Medalha de Prata na 6ª Bienal do Rótulo Artístico do Diário de Notícias, em 1998.
Está citado nos livros:”Oitenta Artistas em Portugal de [...]
Margarida Botelho; Aspectos das Artes Plásticas em Portugal de Fernando Infante do Carmo; Artes Plásticas Portugal, o Artísta, seu Mercado de Narciso Martins
A sua obra encontra-se representada em inúmeras colecções públicas e privadas: Ministério da Indústria e Energia; Museu da Cidade de Lisboa; Museu Nacional do Cartaxo; Museu Teixeira Lopes em Mirandela; Museu Diogo Gonçalves em Portimão; Museu Regional de Sintra; Museu Carlos Reis em Torres Novas; Museu da Água em Lisboa; Banco Espirito Santo; Banco Totta e Açores; Brisa – Auto-Estradas de Portugal; Caves Sandeman, Vila Nova de Gaia; Carlupi Seguros; Companhia de Seguros Tranquilidade; Gás de Portugal, Lisboa; Timing Alliance, Lisboa; Sonae, Porto; Fundação António Prates, Lisboa, entre outras.
Paul Mathieu é um pintor de continuidade. O seu público fiel já sabe que das suas obras se respira sempre o ar tranquilo de quem encontrou um caminho e o percorre sem pressas, saboreando e dando-nos a saborear uma alma gentil na busca da harmonia. As suas telas, de um cromatismo gestual intenso e poderoso, entregam-nos sempre à noção de espaço sem tempo no qual todas as divagações se tornam possíveis. Um mundo de cor e de formas encantatórias porque delas se acede às nossas próprias representações imagéticas. Nas suas pinturas escondem-se sempre os nossos próprios desejos do Belo, escondidos e simultaneamente despertos por detrás das suas pinceladas de veludo e cores quentes.
Observar a obra de Paul Mathieu é olhar para uma produção artística coerente, marcada por um ritmo certo de evolução e afinação, ao desenvolvimento de uma linguagem muito própria e indisfarçavelmente pessoal. São raros os pintores que conseguem atingir o grau de personalização que os identifica fora da assinatura. Paul Mathieu é um
deles. A sua pintura, de um estilo abstraccionista muito pessoal, tem a marca dos criadores de linguagens novas, interpretando e reinterpretando em permanência o próprio caminho percorrido.