Albino Moura

Albino Moura (c. 1932 – 2019): 

Albino Moura foi um pintor e uma figura cultural incontornável da cidade de Almada, onde viveu e trabalhou durante décadas. Nascido em Lisboa por volta de 1932 e falecido em 2019, a sua obra está intrinsecamente ligada à vida, às gentes e às paisagens de Almada, sendo considerado um dos “pintores do povo” e um cronista visual da identidade do concelho. O seu estilo figurativo, de forte pendor social, retratou o quotidiano, os trabalhadores, as festas e os recantos da cidade com grande humanidade.

Formação

Frequentou a Sociedade Nacional de Belas Artes (SNBA) em Lisboa. No entanto, o seu percurso foi em grande parte o de um artista que se desenvolveu em profundo diálogo com a sua comunidade, fora dos círculos mais formais da arte, mas com uma participação cívica e cultural muito ativa.

Exposições e Ligação a Almada

A sua carreira expositiva, iniciada na década de 1950, está profundamente enraizada em Almada.

  • Foi um dos fundadores do Círculo de Animação Cultural de Almada (CACA) nos anos 70.
  • Expôs de forma exaustiva em inúmeras galerias e espaços culturais do concelho, como a Galeria de Arte da Imargem, a Oficina da Cultura e a Casa da Cerca – Centro de Arte Contemporânea.
  • 2014: Foi homenageado com uma grande exposição retrospetiva, “Albino Moura – 60 Anos de Pintura”, que ocupou vários espaços culturais em Almada, celebrando o seu percurso.

Prémios e Distinções

O seu enorme contributo para a vida cultural e artística da cidade foi amplamente reconhecido, nomeadamente pelo poder local.

  • 2001: Foi distinguido com a Medalha de Ouro da Cidade de Almada, a mais alta condecoração atribuída pelo município, em reconhecimento pela sua obra e pela sua dedicação à cultura local.

O seu legado perdura na memória da cidade e nas coleções do Município de Almada e de inúmeros colecionadores privados que prezavam a sua crónica de uma Almada popular e vibrante.

ALBINO MOURA

Albino Moura

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