O martírio gerado pela árdua tarefa de compreensão de alguns “verbos” prende ao mistério. Por essa razão, buscam-se facilitadores de significação que possam impelir ao envolvimento.

Numa espécie de locução – “As duas ou as múltiplas faces da mesma moeda”-, o leitor é impelido a desvendar o que, pela evidência e/ou pelo simbolismo, o autor matiza nas suas obras: quer por intermédio das linhas que nelas se cruzam, quer pelas formas e pela paleta de cores que nelas se combinam.

“Sem Fronteiras” problematiza a complementaridade de dois processos criativos, com ritmos e técnicas distintos, embora compartilhando dos mesmos sentidos que as originaram. Sem conflitos de interesses ou de qualquer espírito de competição entre eles, pelo desenho e pela pintura, em papel ou em tela, evoca-se uma única intenção.

A uma só voz, a identidade e as perspetivas do autor assumem-se como a unidade de sentido, expressa numa visão muito particular e particularizada da realidade.

Enquanto um continuum, “Sem Fronteiras” reflete a participação e a pacificação, onde não há lugar a barreiras e onde a(s) linguagem(ns) utilizada(s) se converte(m) em instrumento facilitador da significação.

Pedro César Teles

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