João Cutileiro (1937-2021) Escultor e ceramista português, é uma das figuras mais importantes da arte contemporânea em Portugal, conhecido pelo seu trabalho inovador, especialmente com o mármore.
Ateliês de artistas: ainda jovem, frequentou os ateliês de António Pedro, Jorge Barradas e António Duarte, onde explorou a pintura, a cerâmica e a escultura.
Ensino superior: estudou na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa e, mais tarde, na Slade School of Art em Londres, onde foi aluno do renomado escultor Reg Butler. Em Londres, desenvolveu uma abordagem mais experimental e obteve três prémios no final do curso: composição, figura e cabeça.
Ordem Militar de Sant’Iago da Espada: foi agraciado com o grau de Oficial desta ordem em 1983.
Doutoramento Honoris Causa: recebeu esta distinção por duas universidades portuguesas, a Universidade de Évora e a Universidade Nova de Lisboa.
Outras distinções: a sua obra foi reconhecida com prémios importantes, como o Prémio de Escultura na Segunda Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian.
Inovação: foi pioneiro no uso de máquinas de corte e perfuração de mármore, o que lhe permitiu criar uma estética única.
Obras Polémicas: é autor de algumas das esculturas públicas mais debatidas em Portugal, como a estátua de D. Sebastião (Lagos, 1973), que rompeu com a tradição estatuária da época, e o Monumento ao 25 de Abril (Lisboa, 1999).
Figuras femininas: o corpo feminino foi um tema recorrente na sua obra, caracterizado por formas sensuais e polidas que contrastavam com a pedra em estado bruto.
Ateliê em Évora: a partir de 1985, instalou-se em Évora, onde continuou a produzir grande parte da sua obra e a influenciar novas gerações de artistas.